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Cartão especial: benefício que vai além da gratuidade no transporte em Florianópolis

O cartão especial permite que pessoas com deficiência e idosos possam embarcar em ônibus intermunicipais de graça, ter acesso a serviços públicos, prioridade de atendimento e identificação

Na Fundação Catarinense de Educação Especial uma sala é destinada, exclusivamente, para confecção do passe livre. O local recebe, diariamente, dezenas de pessoas. A Jamile de Jesus é mãe do Lorenzo, de sete anos, ela acaba de receber o diagnóstico de autismo do filho.

Uma das primeiras providências foi procurar a FCEE para que o menino possa ter gratuidade no transporte público. “Quando eu recebi o laudo, já me indicaram pra fazer a carteirinha pro povo entender que não é falta de educação, ignorância, e sim, que ele tem um problema e com o crachá as pessoas, com certeza, passam a respeitar mais, respeitar melhor e pra identificação também”, explica a manicure

O procedimento é simples, a Jamile já saiu com a carteirinha do Lorenzo em mãos. Um benefício que ela poderá utilizar para acessar o transporte e serviços públicos, no atendimento preferencial e como identificação. “Às vezes, a criança tendo essa identificação passa a ter mais tranquilidade em lugares públicos e até pra buscar um tratamento com direito de locomoção”, afirma Higor Kuntze, responsável setor passe livre da FCEE.

O cartão especial permite que pessoas com deficiência e idosos possam embarcar em ônibus intermunicipais de graça, ter acesso a serviços públicos, prioridade de atendimento e identificaçãoFoto: Divulgação/NDO cartão especial permite que pessoas com deficiência e idosos possam embarcar em ônibus intermunicipais de graça, ter acesso a serviços públicos, prioridade de atendimento e identificaçãoFoto: Divulgação/ND

Higor explica que, também, é possível fazer a carteirinha do passe livre pelo celular, a partir do aplicativo FCEE Digital. Sem precisar ir presencialmente até a fundação. “Pode dar entrada pelo celular, tirar foto do documento, do laudo médico, uma foto ou uma selfie da criança. Essa documentação chega para análise e o acompanhamento é feito pelo celular também. Quando for aprovado recebe uma notificação, WhatsApp ou no email e já pode abrir no aplicativo FCEE Digital para emiter o cartão. Com esse cartão digital também se pode fazer o cartão da Metropolis, o cartão especial”, acrescenta Higor.

O decreto do passe livre no transporte intermunicipal é de 2008. Thiago Milanez, diretor de transporte intermunicipal de passageiros, explica que o Governo Estadual vem trabalhando na atualização para modernizar a legislação.

”A gente vai atualizar essas regras para classificar as deficiências e para uma melhor gestão do uso do cartão especial de transporte. Pois, o cartão permite passar a catraca e o fazer Estado acompanhar o uso. Isso serve pra melhorar a operação, fazer bom planejamento, fazer a fiscalização e saber realmente quantas pessoas estão utilizando desse benefício para poder fazer políticas públicas em cima dessa informação”, explica Thiago.

Com a retirada dos cobradores que atuavam dentro dos coletivos aos poucos está acontecendo a transposição das catracas. Poucos são os ônibus que ainda tem poltronas disponíveis logo na entrada do veículo. Na maioria, assim que o passageiro entra no coletivo já encontra a estrutura de controle de acesso. Por isso, Hugo Xavier, Gerente da Associação Metropolis explica que o cartão é fundamental não só para garantir a gratuidade, mas também, o acesso aos assentos com mais conforto.

O cartão especial permite que pessoas com deficiência e idosos possam embarcar em ônibus intermunicipais de graça, ter acesso a serviços públicos, prioridade de atendimento e identificaçãoFoto: Divulgação/NDO cartão especial permite que pessoas com deficiência e idosos possam embarcar em ônibus intermunicipais de graça, ter acesso a serviços públicos, prioridade de atendimento e identificaçãoFoto: Divulgação/ND

O que vale para as pessoas com deficiência e idosos. “Após fazer a carteira da FCEE tem que vir aqui na nossa central com essa carteira da fundação e fazer o cartão de transporte. Os idosos tem direito com 65 anos completos e eles também tem que vir aqui na central para fazer o cartão. O que isso facilita pra eles? Facilita o acesso ao transporte, transpor a catraca, ter acesso aos assentos disponíveis nos carros e a segurança do transporte”, ressalta Hugo.

Napoleão Rosa, aos 68 anos, costuma pegar o ônibus do centro de Florianópolis para São José várias vezes na semana. Assim que percebeu que a catraca tinha mudado de lugar e não havia mais poltronas na parte da frente do ônibus, ele fez o cartão do idoso do transporte intermunicipal.

“Já na entrada tem uma catraca e a gente tem que passar pra traz ai eu fiz o cartão, fiz os dois. Porque pagar passagem pesa no bolso eu sou aposentado só ganho um salário, por isso, é importante essa gratuidade”, afirma o aposentado.

Já o estudante tem gratuidade de 50% no transporte intermunicipal. Para fazer a carteira é preciso comprovante de matricula e documento.

Tem direito a gratuidade do passe livre pessoas com:

  • Deficiência física permanente, com dificuldade de locomoção;
  • Deficiência Intelectual Moderada, Severa ou Profunda;
  • Deficiência Visual (cegueira, baixa visão ou visão monocular);
  • Deficiência Auditiva Neurossensorial unilateral total ou bilateral parcial ou total;
  • Transtorno do Espectro Autista e Atraso Global do Desenvolvimento;
  • Pacientes Renais crônicos
  • Pessoas com Fibromialgia.

Fonte: https://ndmais.com.br/transportes/cartao-especial-beneficio-que-vai-alem-da-gratuidade-no-transporte-em-florianopolis/

Foto: Divulgação/ND
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